Estação Cidadania amplia acesso ao esporte e atende públicos de todas as idades em Aracaju

Considerado um dos maiores complexos esportivos de Aracaju, o Estação Cidadania, localizado no bairro Bugio, tem se consolidado como um importante espaço de promoção da saúde, inclusão social e democratização do acesso ao esporte na capital. Com funcionamento nos três turnos, o espaço atende crianças, jovens, adultos e idosos, oferecendo gratuitamente mais de 14 modalidades esportivas e atividades físicas para diferentes perfis da população.

No local, a comunidade conta com professores de Educação Física capacitados para acompanhar desde iniciantes até atletas de alto rendimento. Há opções de esportes individuais e coletivos, além de aulas de ritmos, dança, ginástica, treinamento funcional e modalidades olímpicas e paralímpicas. A estrutura inclui ginásio poliesportivo, pistas de atletismo e de salto em distância, campo de futebol em grama, parque infantil, vestiários e enfermaria.

Entre as atividades ofertadas, o atletismo se destaca como uma das modalidades-base. Segundo o professor Pedro Vinícius Viana, o projeto é aberto à comunidade e tem foco principal em crianças e adolescentes. “O atletismo aqui no Estação Cidadania é aberto para todos os públicos, especialmente para crianças a partir dos 10 anos e jovens de até 20 anos. Pessoas de qualquer bairro podem participar, mas é muito importante a presença da comunidade do Bugio”, explica.

Pedro ressalta ainda que o atletismo contribui para o desenvolvimento em diversos esportes. “O aluno aprende a correr, saltar e arremessar, habilidades fundamentais para outras modalidades. Trabalhamos com corredores de rua, velocistas, fundistas, barreiristas e arremessadores”, detalha. Para o público idoso, o espaço também oferece alternativas como ginástica aeróbica e dança, com foco na saúde e prevenção de doenças.

Uma das coordenadoras do Estação Cidadania, Ana Jéssica Menezes, destaca que o equipamento atende um público diverso e crescente. “Trabalhamos com crianças, jovens e idosos, oferecendo mais de 14 modalidades que vão do esporte à dança, incluindo judô, jiu-jitsu, basquete, badminton, ginástica, ritmos e defesa pessoal”, afirma. Atualmente, o local já ultrapassa a marca de 600 pessoas atendidas.

Ela reforça que o acesso é gratuito e aberto a moradores de toda a capital. “Toda a comunidade pode participar, inclusive pessoas de outros bairros. Para se inscrever, basta comparecer ao Estação Cidadania com CPF, RG e comprovante de residência”, orienta. Para Ana Jéssica, o impacto social vai além da prática esportiva. “A atividade física promove interação, combate à depressão e cria vínculos. Aqui, não recebemos apenas um aluno; recebemos uma família”, ressalta.

Os benefícios também são percebidos por quem participa das aulas. A professora de ginástica aeróbica Aysla Cavalcante explica que as atividades são adaptadas para diferentes faixas etárias. “Trabalhamos com turmas híbridas, de jovens a idosos. Ajustamos o ritmo de acordo com o perfil de cada grupo”, conta. Ela compartilha ainda sua experiência pessoal com a atividade física. “Enfrentei a depressão e me reencontrei por meio do exercício físico. Melhorei minha autoestima, controlei a ansiedade e ganhei qualidade de vida”, destaca.

Entre os alunos, histórias de transformação se multiplicam. Morador do Bugio, Ítalo Mateus, de 14 anos, pratica handebol há três anos e afirma ter encontrado no esporte uma paixão. “Foi o primeiro esporte que pratiquei. Já participei de competições e até viajei para Minas Gerais para disputar um torneio. Aqui fiz amizades e gosto muito do ambiente”, relata.

A estudante Monique Vitória, de 12 anos, também encontrou no handebol uma oportunidade de crescimento. “No começo eu nem sabia o que era handebol, mas comecei a treinar, gostei e continuei. Hoje me sinto mais forte, saudável e feliz”, diz. Para ela, o esporte também foi fundamental para a socialização. “Quando cheguei, não conhecia ninguém. Hoje me dou bem com todos”, completa.

O impacto positivo do Estação Cidadania também alcança famílias inteiras. Eugênia Menezes, mãe de Noah, aluno do judô e diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), destaca a importância do esporte no desenvolvimento do filho. “Quando chegou aqui, ele tinha asma. Hoje quase não adoece. A única ‘medicação’ dele é o esporte”, afirma. Ela conta ainda que participa das atividades sempre que possível. “É uma motivação para nós dois. Gosto muito de acompanhar meu filho. O progresso dele, através desse esporte, me deixa muito feliz. Esse espaço está de parabéns”, destaca.

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